Ir direto para menu de acessibilidade.
Portal do Governo Brasileiro
  • Acessibilidade
  • Alto Contraste
  • Mapa do Site
  • PortugueseEnglishSpanishChinese (Simplified)FrenchGermanItalian
Página Inicial > Notícias > Campus participa da Semana Fashion Revolution 2020
Início do conteúdo da página Notícias

Campus participa da Semana Fashion Revolution 2020

Evento discutiu a importância de a indústria da moda respeitar e valorizar a vida dos trabalhadores.
  • Assessoria de Comunicação, com informações do campus
  • publicado 27/04/2020 12h12
  • última modificação 27/04/2020 12h12

Campus São João dos Patos produz máscaras de proteção, que serão doadas para a rede pública de saúde

Esse é o terceiro ano que o Instituto Federal do Maranhão (IFMA) participa ativamente do Fashion Revolution Brasil. Neste ano, a Semana Fashion Revolution Brasil foi realizada de 20 a 26 de abril, propondo reflexões sobre o tema #QuemFezMinhasRoupas, demandando que as marcas de moda protejam e deem suporte para os trabalhadores de sua cadeia de produção. No Campus São João dos Patos, houve a socialização de relatos de alunas e ex-alunas dos cursos, além da divulgação e debates diários sobre a temática.

Seguindo a determinação do Ministério da Saúde e do Governo do Estado do Maranhão, para conter a disseminação do Covid-19, o Fashion Revolution não contou com atividades presenciais nesta edição, apenas virtuais.  De acordo com o professor Márcio Lima, da área de Vestuário do campus: “Decidimos trazer essa edição de 2020 para mais próximo da nossa realidade aqui em São João dos Patos, pois nos anos anteriores participávamos no evento em São Luís, sob a coordenação da representante Nayara Chaves, que é também do eixo Vestuário e Moda do IFMA. A proposta inicial seria presencial, com a programação de palestras, roda de conversa e oficinas, mas tivemos que adaptar a proposta ao contexto em que estamos vivendo no momento. A experiência digital nos fez pensar mais, questionar mais e problematizar mais… foi certamente um desafio!”.

Dentro da proposta de debate da semana, foram abordados quatro temas: consumo, composição, condições de trabalho e ações coletivas. “Esses temas, que aprofundam a narrativa do movimento, nunca se mostraram tão importantes quanto nesse momento de desafios que a pandemia está nos submetendo. Mais do que nunca temos que questionar o modelo de consumo o qual a sociedade como um todo está imersa, e quais os impactos que a cultura de descarte têm sobre trabalhadores e o meio ambiente. Precisamos entender o que há por trás das informações de composição da roupa que eu uso. Hoje, existem no mercado roupas que podem ser compostadas e existem outras que a cada lavagem liberam micro plásticos que podem contaminar os mares. Nós, consumidores, temos o poder de escolher quem vamos patrocinar, basta termos acesso a este conhecimento e nos perguntarmos: ‘Quem fez a minha roupa?’”, ressaltou a técnica em Laboratório do campus, Denise Cristina Medeiros.

A programação nacional aconteceu com lives todos os dias sobre temas relacionados acima, além de muita discussão e aprendizado.  A professora da área de Vestuário Elisangela Tavares comenta que “o Fashion Revolution existe para que a moda seja vista como responsável e justa para todos. Nossa missão é fazer que a moda seja uma força que inspire, cative e promova emancipação, sonhos e realizações”, destacou.

A professora Nívia Maria, que também atua no eixo de Vestuário, reforça que esse momento do Fashion Revolution fortaleceu um projeto de extensão que está sendo executado no campus: a confecção de máscaras de proteção, que serão doadas a hospitais públicos locais. “Assim, estamos humanizando a moda com ações de colaboração e solidariedade. Entendemos a força da reflexão e discussão de temas relevantes à nossa vida cotidiana com nossos alunos. Percebemos que as nossas pequenas revoluções fazem diferença no mundo em que vivemos”, aponta.

 

Movimento Fashion Revolution

Fashion Revolution é um movimento global que incentiva maior transparência, sustentabilidade e ética na indústria da moda. O movimento inicial surgiu após o desabamento do edifício Rana Plaza, que produzia itens de vestuário para grandes marcas do mundo em péssimas condições de trabalho. Mais de 1.000 pessoas morreram e outras 2500 ficaram gravemente feridas, revelando uma faceta de exploração e injustiça da indústria da moda.

Fashion Revolution surgiu como uma resposta ao acontecimento, para dar um basta e reforçar que pessoas não podem morrer para produzir nossas roupas. Hoje, presente em 100 países, o Fashion Revolution desenvolve ações mobilizadoras e incentiva os consumidores à questionarem suas marcas favoritas, convidando-os à simples, porém poderosa reflexão: #QuemFezMinhasRoupas.

Fim do conteúdo da página